Paranaguá assina acordo com Butantan para compra de vacinas

Doses serão destinadas a profissionais da saúde, segurança e idosos

por Redação JB Litoral
11/01/2021 00:54 (Última atualização: 2 semanas atrás)

O Instituto Butantan informou que a Coronavac evitou completamente casos graves e moderados e teve 78% de eficácia na prevenção de quadro leve da Covid-19. Foto: Instituto Butantan/Divulgação

Por Amanda Yargas

A prefeitura de Paranaguá anunciou, na última quinta-feira (07), que firmou com o Instituto Butantan o Protocolo de Intenção para aquisição de 22.600 doses da vacina Coronavac. “Trabalhamos arduamente no combate a essa pandemia, não medimos esforços para atender a nossa população e a nossa preocupação e comprometimento foi tão grande que fez com que Paranaguá fosse o primeiro município do litoral a assinar o documento que visa a aquisição da vacina”, publicou o prefeito da cidade, Marcelo Roque, em uma rede social. Em entrevista, o prefeito ressaltou a importância da vacina, “nós queremos ter uma vida normal no nosso município, por isso a assinatura do protocolo de intenção”.

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Prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque, anunciou que firmou protocolo de intenção de compra de vacina com o Instituto Butantan. Foto: Divulgação/Prefeitura de Paranaguá

Eficácia e autorização

No mesmo dia em que o prefeito de Paranaguá anunciou que o município pretende comprar doses da Coronavac, o Instituto Butantan divulgou os resultados dos estudos do imunizante no Brasil. Entre os voluntários que receberam a vacina, nenhum deles evoluiu para um caso grave ou moderado de Covid-19, e casos leves tiveram uma prevenção de 78%.

A internação hospitalar foi evitada, nenhum dos voluntários que recebeu a vacina foi internado, ou seja, a vacina, neste momento, vem para diminuir essa carga de doença, a gravidade desses casos vem pra impedir que as pessoas, uma vez infectadas pelo coronavírus, desenvolvam a forma mais grave da doença.” explicou o diretor do Butantan, Dimas Covas. “Na prática, significa que estamos evitando casos graves, moderados, evitando a internação hospitalar, estamos diminuindo a necessidade de atendimento ambulatorial, reduzindo de forma significativa inclusive as manifestações mais leves. É uma excelente vacina para o momento, precisamos que ela chegue ao braço das pessoas. Que ela seja aplicada aos profissionais de saúde e aos idosos o mais rapidamente possível”, frisou.

Os testes da Coronavac no Brasil foram realizados, com a coordenação do Butantan, em 16 centros de referência, em 7 estados brasileiros e no Distrito Federal. No Paraná, a pesquisa foi conduzida pelo Hospital de Clínicas da UFPR. 12.476 profissionais da saúde participaram do estudo.

Na sexta-feira (08), o instituto submeteu o pedido de uso emergencial da vacina no país à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Na mesma data, a Fiocruz fez também a solicitação para a vacina desenvolvida em parceria com o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford. A agência tem o prazo de 10 dias para analisar a documentação e autorizar os pedidos.

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Linha de frente e idosos

Pelo acordo, Paranaguá deve receber o imunizante em frascos multidoses, com 10 doses cada. A Coronavac é aplicada em duas doses, com intervalo mínimo de 14 dias entre elas, o que significa que 11.300 parnanguaras vão ser imunizados no primeiro momento. O prefeito explicou que essas doses serão destinadas primeiramente a profissionais de saúde, da segurança pública e idosos acima de 65 anos. “Paranaguá fez um levantamento do que realmente ia precisar para atingir a imunização desse povo da primeira linha. Na sequência, a gente espera que o governo federal adquira essa vacina para o Brasil todo”, afirmou.

Paranaguá conta com uma população de pouco mais de 156 mil habitantes, segundo a estimativa mais recente do IBGE, de 2020. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, atualmente, 1.500 profissionais atuam em Paranaguá, em unidades de saúde, hospitais, UPAs, na Arena Albertina Salmon, entre outros ambientes hospitalares. Aproximadamente, metade deles estão na linha de frente do combate à pandemia.

Nós temos uma agilidade na vacinação, é muito bem organizado, as pessoas trabalham de acordo, temos a preocupação de ter não só a imunização, mas também aquilo que a gente precisa: as geladeiras, as seringas. Tudo isso nós estamos preparando paralelamente”, esclareceu Marcelo Roque.

O coordenador da Sala de Situação da Secretaria Municipal de Saúde, Gianfrank Julian Tambosetti, ressaltou que “desde o século XVIII, a vacina é um marco extremamente positivo na saúde humana. Novamente ela se apresenta como um grande alento nas mazelas causadas pela Covid-19. Se não diminui a dor das perdas sofridas, com certeza evitará, em um futuro próximo, mortes causadas por essa terrível doença”.

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