Pinguins-de-Magalhães são reabilitados e devolvidos ao ambiente natural no Litoral do Paraná

por Redação JB Litoral
06/08/2020 10:17 (Última atualização: 06/08/2020)

Mais de 30 aves foram registradas no Paraná em junho e 15 estão em atendimento médico. Se encontrar um pinguim, o cidadão deve comunicar órgão competente e dar proteção até a chegada do resgate especializado.

Profissionais do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) realizou a soltura de 16 pinguins na manhã desta quarta-feira (05), no litoral paranaense. As aves foram encontradas meses atrás por membros da comunidade local e pelo grupo que monitora a área, em busca de possíveis animais marinhos perdidos.

Geralmente, essas espécies aparecem na costa muito debilitadas e são encaminhadas ao Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde de Fauna Marinha (CReD), onde receberam tratamento e se recuperaram para retornar ao meio ambiente.

OS PINGUINS

Conforme dados do LEC, é comum nesta época do ano ocorrer encalhes de animais marinhos, porém este foi o ano com o maior número de pinguins vivos encontrados na praia, até agora são 49.

O primeiro chegou ao CReD no dia 16 de junho e, depois, outros chegaram com diferentes problemas e de formas distintas. “O que havia de comum nas histórias deles é que todos estavam debilitados ou até mesmo machucados por conta de interações com atividades pesqueiras ou pela ingestão de lixo”, conta a bióloga responsável Camila Domit.

Dos que foram resgatados, 16 se reabilitaram, passaram pelo tratamento completo e agora estão sendo devolvidos ao habitat natural. No CReD, as aves receberam conforto térmico, medicação e alimentação adequada até obterem a massa corporal mínima de 3,5 quilos. “Depois de todo esse período de cuidado e de empenho da equipe, conseguimos reabilitar esses animais e deixá-los aptos para se alimentarem no ambiente natural e executarem todos os movimentos de natação necessários para retornarem à região de origem”, revela Camila.

Os pinguins receberam microchips identificadores para que sejam monitorados e recebem uma licença ambiental para a reintegração ao meio ambiente.

DIRETO DA PATAGÔNIA

Os pinguim-de-magalhães, são originários do sul da Patagônia, na Argentina, e aparecem ao longo da costa sul brasileira em busca de alimento. A recomendação é que a soltura ocorra com um grupo mínimo de 10 pinguins e que seja realizada até o mês de dezembro, momento em que as correntes marinhas ajudam no retorno deles até local de origem.

Para a bióloga responsável pelos animais, o momento de retorno deles à natureza proporciona uma sensação de alegria e de dever cumprido a todos que participam do processo. “Agora estamos com muita fé e esperança que eles conseguirão fazer o caminho de volta para as suas áreas reprodutivas, ao sul da Patagônia Argentina,  para que encontrem as correntes certas e não se deparem com redes de pesca ou atividades humanas que possam causar danos à saúde deles”.

O LEC orienta para às pessoas que avistarem animais marinhos mortos ou debilitados para entrarem em contato com a equipe pelo telefone: 0800 642 3341.

Confira o vídeo da soltura dos pinguins, A SEGUIR:

Sorriam e Acenem!

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