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Plano de Mobilidade Urbana deverá acabar com congestionamentos da temporada

por Redação JB Litoral
13/06/2020 11:47 (Última atualização: 3 semanas atrás)

Plano resolverá o trafego caminhões pesados na cidade, inclusive com a construção da na cidade, inclusive com a construção da nova rodovia

Por Alberto Ramos

O município de Pontal do Paraná, no Litoral do estado, precisa melhorar a qualidade do transporte coletivo, oferecer ciclovias ao público e dar mais segurança nos deslocamentos da cidade. Essas são as conclusões iniciais do Plano de Mobilidade Urbana, que está sendo elaborado pela Prefeitura em parceria com a Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (FUPEF), por meio do Instituto Tecnológico de Infraestrutura de Transportes (ITTI) e do Laboratório de Infraestrutura de Transporte e Obras Portuárias (LABITOP), ambos vinculados à Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Plano de Mobilidade Urbana deverá acabar com congestionamentos da temporada 2
Reunião foi realizada na quarta (27) , onde foi discutida a primeira
etapa do projeto

O plano é um instrumento de planejamento de transporte que contempla três etapas. Ele prevê ações de curto prazo (dois anos), médio prazo (cinco anos) e longo prazo (dez anos). Suas metas visam orientar o desenvolvimento do município conforme diretrizes estabelecidas pelo Governo Federal, por meio da Lei 12.587/12 que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU).

A realização do projeto, entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, incluiu entrevistas de opinião com usuários do transporte público e ciclistas, e levantamentos de campo por meio de contagens de tráfego, simulações e projeções. Também foram instaladas câmeras ao longo dos pontos de interesse e realização de contagens manuais utilizando uma equipe de campo.

GARGALOS NO TRÁFEGO

A equipe responsável identificou, ainda, uma característica marcante do transporte em Pontal: a cidade está edificada em linha reta, nas margens da PR-412 que, praticamente, se transformou em uma avenida. É lá que ocorrem os congestionamentos na temporada e em feriados.

Segundo a engenheira Luziane Machado Pavelski, coordenadora do projeto, cerca de 80% dos acidentes de trânsito na cidade ocorrem, justamente, na rodovia. “Em qualquer município atravessado por uma rodovia, há uma segregação. As pessoas têm uma demanda por essa travessia que é muito elevada. Garantir segurança na passagem é um desafio. É vital para todo o município que tem essa característica”, afirma Luziane.

As soluções propostas pelo plano contemplam o cuidado ambiental, pois a cidade possui muitas áreas de preservação, e a prioridade ao chamado transporte ativo, por bicicleta e a pé. “É uma região muito próxima a uma série de áreas de preservação. Então, a prioridade é desenvolver os meios de transporte ativo, como a bicicleta. Mas seria necessário promover alterações nos locais de conversão, com ocorrência muito grande de acidentes, como nas conversões à esquerda. São pontos específicos que geram maior número de acidentes”, pontua a engenheira.

FAIXA DE INFRAESTRUTURA

O Plano de Mobilidade foi pensado, pelos seus idealizadores, como um modelo que poderá se integrar a obras futuras na cidade, a exemplo da construção da Faixa de Infraestrutura. A nova rodovia, que deverá seguir em traçado paralelo ao da PR-412, deverá desafogar o trânsito local, mas ainda não há previsão de quando sairá no papel. “Prevemos ações para melhorar a mobilidade agora. A longo prazo, se implementarmos essas obras maiores, teremos soluções para ela”, assinala Luziane. “No caso específico da faixa de infraestrutura, a curto prazo, trabalhamos em uma ciclovia linear, pensando que não haverá movimento tão grande. Em médio prazo, prever ações relacionadas à sinalização de trânsito e segurança viária, sobre como acessar com segurança a nova faixa”, completa.

MELHORIAS NO DESLOCAMENTO DAS PESSOA

O secretário municipal de Infraestrutura de Pontal, Vinícius Carli, acredita que o Plano de Mobilidade será um complemento do Plano Diretor e trará melhorias aos veículos favorecendo o deslocamento das pessoas. “O principal problema é o volume de tráfego, principalmente nos feriados e temporada, com grande acúmulo de veículos, e temos dificuldades de vias secundárias”, ressalta Carli. A primeira fase já foi executada, que foi uma pesquisa sobre veículos, pedestres e comércio. A UFPR está sendo de grande importância nesse momento.

Segundo o secretário, enquanto não se sabe quando serão iniciadas as obras da Faixa de Infraestrutura, o município trabalha com os recursos de que dispõe atualmente. “Se temos a PR-412 e a PR-407, que é da chegada de Paranaguá e a 412, que segue, vamos tentar melhorar. Não temos ainda a opção da outra rodovia, então vamos tentar melhorar essa”, avalia.