Polícia Militar realiza gerenciamento de crise em Antonina

por Redação JB Litoral
27/08/2013 00:00 (Última atualização: 27/08/2013)

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Por volta das15h40 de ontem, 26, Policiais Militares da 3ª Companhia do 9º Batalhão de Polícia Militar foram informados que dois homens teriam agredido um terceiro e roubado seu veículo, um Fiat Uno cinza placas AQN 7397, levando também dinheiro, celular e documentos pessoais, no bairro Tucunduva, em Antonina.

Após buscas sem êxito, a equipe Policial Militar, em contato com a vítima que foi hospitalizada devido à violência das agressões, apurou os nomes dos autores, repassando ao Serviço de Inteligência da 3ª CiaPM.

Às 18h00, a equipe do Serviço de Inteligência, após realizar o monitoramento da casa dos suspeitos, localizou o veículo roubado e acionou a equipe Policial Militar da área para que fosse realizada a abordagem. De repente os Policiais Militares viram dois homens correndo para uma casa e ao darem voz de abordagem foram desacatados por Ronaldo do Nascimento, 56 anos, apontado pela vítima como um dos autores do roubo, que desferiu palavras ofensivas a um dos Policiais Militares envolvidos na ocorrência, momento em que Ronaldo correu para o interior da residência.

Estava instaurada uma crise, e outras equipes da 3ª CiaPM foram acionadas, bem como foram realizados contatos com o BOPE – Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Paraná e SIATE.

O Capitão Cristiano Stocco Rosa, Comandante da 3ª CiaPM, iniciou os procedimentos de primeira intervenção em crises, visto que foi apurado que no interior da residência, juntamente com o causador do evento crítico, estariam também seu sobrinho de 21 anos e sua mãe, de 86 anos.

Basicamente, as técnicas da primeira intervenção são aplicadas quando, independentemente do início do ato delituoso, resultam em tomadas espontâneas ou planejadas de reféns ou vítimas, provocando situações inusitadas que tiram os envolvidos da sensação de conforto e exigem uma resposta especial da polícia, com o fim precípuo de salvar vidas como a solução do evento.

O Cap Stocco iniciou a negociação com o causador do evento crítico, sempre mantendo contato com os negociadores do BOPE, e após uma hora e meia, após a chegada de sua advogada, Ronaldo deixou a residência, foi revistado, conduzido ao hospital municipal e encaminhado à 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil para providências.

Avelino, 26 anos, filho de Ronaldo, também foi conduzido à 7ª DRP, sendo ambos acusados de roubo, lesão corporal, cárcere privado, desacato e resistência a prisão.

Durante o evento crítico foram empregados 16 Policiais Militares pertencentes à 3ª CiaPM do 9º Batalhão de Polícia Militar, sendo toda a ocorrência acompanhada pessoalmente pelo Ten Cel Prates, Comandante do 9º BPM.

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