Surfistas poderão transportar pranchas em ônibus metropolitanos do Litoral

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Uma reunião conjunta no Departamento de Estradas e Rodagem (DER), na segunda-feira (28), definiu a liberação do transporte de pranchas de surfe em linhas de ônibus metropolitanas que operam nos municípios do Litoral. O encontro reuniu, no mesmo local, representantes das empresas Graciosa e Marumbi, surfistas e o deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), um dos autores da Lei 17.956/14, que libera o transporte dos equipamentos.

Depois de discutir várias alternativas para regulamentação da Lei, tanto os empresários quanto os defensores da nova legislação, decidiram fazer um projeto-piloto liberando por 90 dias o transporte das pranchas nos ônibus. Neste período, será permitido o transporte de, no máximo, seis pranchas de surfe ou bodyboard por linha e apenas equipamentos encapados, sem quilha (conhecida como “barbatana de tubarão”, que fica na ponta das pranchas) e que não ultrapassem a altura do ônibus (em média um metro e noventa centímetros).

Ainda pela determinação conjunta, a responsabilidade pelos equipamentos será exclusivamente dos esportistas, já que as pranchas estarão no interior dos veículos, que não possuem bagageiros. Para o projeto-piloto ser colocado em prática falta apenas a assinatura do diretor-geral do DER, Nelson Leal Junior, que deve ocorrer no início de maio.

Segundo Rasca Rodrigues, autor da Lei juntamente com o deputado Pastor Edson Praczyk (PRB), se o projeto-piloto der certo o transporte dos equipamentos será definitivo. “Vamos fazer esse piloto, que é consenso entre as partes, para avaliar a medida na prática. Esperamos que ocorra tudo dentro do previsto para que os surfistas, que necessitam do transporte, possam permanentemente realizar seus treinos”, afirmou.

Para ele, a regulamentação da Lei pode ser um grande aliado no surgimento de novos talentos do surfe paranaense. “Desde 2000, quando um decreto governamental foi assinado, as empresas começaram a proibir esse tipo de transporte. Certamente, neste período, perdemos vários talentos – que hoje, com o transporte de volta – poderão treinar e alavancar o turismo na região”, completou Rasca.

Conscientização

Já o presidente da Associação de Surf de Paranaguá (Aspar), Ailton Moreira, e o surfista profissional, Alessandro “Puga” Gaspar, que levaram a demanda ao conhecimento dos deputados, afirmam que o próximo passo é fazer a conscientização dos próprios surfistas para o sucesso do projeto-piloto.

 “Conquistamos mais uma vitória, talvez a maior delas que é a autorização. Agora, temos que levar isso ao conhecimento dos surfistas e da população, para que possamos fazer esse transporte sem incomodar ninguém. Para isso, queremos contar com o bom senso de todos, inclusive dos surfistas para que essa liberação seja definitiva”, disse Moreira.

Um evento simbólico deve ser realizado, posterior à assinatura do DER, para dar o pontapé inicial à liberação. “Nossa expectativa é que em maio possamos fazer um grande evento oficializando essa liberação”, contou Puga.

 

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