Prefeitura avalia imóvel por R$ 7,5 mil e Secretária decide pagar R$ 10 mil

por Redação JB Litoral
10/11/2017 15:37 (Última atualização: 10/11/2017)

Alegando não haver imóvel da Secretaria Municipal de Educação e Ensino em Tempo Integral (Semedi) disponível na área central da cidade, a Prefeitura de Paranaguá contratou uma casa na Rua Rodrigues Alves, para abrigar o Centro Assistencial a Servidores do Quadro da Educação por Dispensa de Licitação. Algo que não seria nada absurdo, não fosse o fato de a Secretária da pasta, Vandecy Silva Dutra, onerar os cofres públicos ao aumentar o valor da locação de R$ 7.5 mil para R$ 10.5 mil, contrariando a análise feita pela Comissão Municipal de Avaliação da própria prefeitura.

 

Prefeitura avalia imóvel por R$ 7,5 mil e Secretária decide pagar R$ 10 mil 2

Secretária não atendeu avaliação e aumentou valor da locação. Foto/PMP

Documentos da tramitação deste processo enviados ao Jornal dos Bairros mostram que o laudo com o parecer realizado pela Comissão entre os dias 18 a 30 de agosto, pelos arquitetos João Paulo do Pardo Castilho Pereira e Feris Eduardo Boabaid, juntamente com o engenheiro civil Koiti Claudio Takiguti, todos servidores de carreira da prefeitura, não foi considerado pela Secretária Vandecy.

Após avaliar o imóvel que possui 270,90 metros quadrados de área construída e mais uma piscina de 35,56 metros quadrados, totalizando 306,45 metros quadrados, a Comissão determinou que o valor máximo da locação fosse de R$ 7.585,20. Porém, mesmo ciente do valor máximo avaliado, Vandecy Dutra fixou o aluguel do prédio em R$ 10.500,00, uma diferença de R$ 2.914,80 a mais do preço máximo estipulado.

 

Para justificar o aumento, a titular da pasta considerou que o valor de R$ 10,5 mil “mostra-se compatível com a realidade de mercado”.

Considerando o tipo de construção, o acesso estratégico, ambiente climatizado e com equipamentos instalados, o que possibilitará conforto adequado”, argumentou a secretária ao autorizar o aumento da locação em relação ao valor estimado.

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Vale ressaltar que tanto o Procurador Geral do Município, Icaro José Wolski Pires, assim como o Prefeito Marcelo Roque (PODEMOS), autorizaram a locação do imóvel pela Semedi.

 

R$ 116 mil a mais ao proprietário

Levando em conta que o prédio já está atendendo desde o mês passado, significa que poderá ser 40 meses de locação, caso se mantenha o Centro Assistencial à Servidores do Quadro da Educação até o final desta gestão. Com isto, sairão dos cofres municipais um total de R$ 116,592,00 a mais para o bolso do proprietário, pelo fato de não ter sido cumprida a avaliação feita pelos arquitetos e engenheiro da prefeitura. Todo o contrato do imóvel, ainda considerando 40 meses de locação, custará à Semedi um total de R$ 420.000,00, quando o correto seria um custo final de R$ 303.408,00 se fosse praticado o valor avaliado.

Vale destacar que o imóvel pertence a Djalma Antonio de Andrade, que presidiu o PSDB no ano de 2000, quando o pai do atual prefeito, Mário Manoel das Dores Roque, foi reeleito pelo mesmo partido na época.

 

 

 

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