Professores(as) municipais de Antonina estão em greve

Na pauta de reivindicação, a categoria ressalta o desmonte pedagógico ocorrido no município, a precariedade na manutenção das escolas e o desrespeito aos(às) profissionais da educação

por Redação JB Litoral
15/02/2016 07:00 (Última atualização: 15/02/2016)

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O ano letivo dos(as) profissionais de educação da rede municipal de ensino de Antonina começou hoje (15) e com greve. A decisão ocorreu na Assembleia Geral realizada na última sexta-feira, quando a categoria cansada de ouvir promessas e ver compromissos não cumpridos desde 2014 pelo prefeito, não tiveram outra alternativa se não a greve.

Na Assembleia coordenada pela APP-Sindicato na sede da Associação de Defesa do Meio Ambiente e do Desenvolvimento de Antonina (Ademadan), estiveram presentes cerca de 80 profissionais de educação, o que representa 60% da categoria. De lá saiu um documento entregue ao prefeito João Ubirajara Lopes (PSC) em que a APP destaca o início dos debates sobre as reivindicações desde 2014 entre a prefeitura, Direção Estadual da APP e a Comissão Municipal.

Durante as negociações, o prefeito chegou a assinar, no dia 24 de setembro de 2015, um Termo de Compromisso no qual se comprometia em tomar medidas para atender as principais reivindicações. Porém, não houve nenhum avanço e na última reunião de negociação, realizada no dia 26 de janeiro de 2016, o prefeito sequer compareceu e delegou poderes ao vice-prefeito, Wilson Clio de Almeida Filho (PSC), que se comprometeu com o pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), ainda no mês de janeiro, o que não aconteceu até o momento.

No documento ficaram definidas as seguintes pautas prioritárias: a reformulação do Plano de Carreira, com pagamento do Piso Salarial Nacional do Magistério e implantação da Hora-Atividade, pagamento de Auxílio transporte e melhorias nas condições de funcionamento e de manutenção das escolas municipais e do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), como regularização do fornecimento de material de expediente, de limpeza e didático, fundo rotativo.

A APP solicitou ainda que o prefeito receba uma Comissão de Negociação para que, junto com as demais secretarias, apresente soluções efetivas para as pautas, mas até agora não obteve retorno.
Enquanto isso, a greve segue com 100% de adesão (10 escolas municipais e um CMEI). Hoje houve concentração dos(as) professores(as) no centro da cidade, além de reuniões com os pais, mães e estudantes, para explicar os motivos da greve e angariar apoio de toda a comunidade escolar.

A secretaria geral da APP, professora Vanda do Pilar Santos Bandeira Santana, que está em Antonina acompanhando de perto toda a mobilização, conta como os(as) educadores(as) tem se organizado por lá. “Para a semana estão previstas passearas nos bairros, conversas com a comunidade escolar, entrevistas para os veículos de comunicação e ainda uma ida conjunta ao Ministério Público para protocolar um dossiê, organizado pelos professores, denunciando a precariedade de estrutura e material em que se encontram as escolas em Antonina. Também estão organizando uma Moção de Apoio para conseguir apoio de lideranças políticas e religiosas da cidade.

Na sexta-feira haverá uma grande passeata no centro de Antonina. A greve deve continuar enquanto o prefeito não apresentar uma proposta para as nossas reivindicações”, explica.

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