PT de Paranaguá tende fechar coligação com partido que votou contra presidente Dilma

Por conta de cargos comissionados, desde 2008 o partido não se une em torno da candidatura petista nas eleições municipais e, mesmo com a nova Comissão Provisória, nada mudou.

por Redação JB Litoral
04/07/2016 20:11 (Última atualização: 04/07/2016)

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Os três pré-candidatos a prefeito pelo PT de Paranaguá

A decisão do presidente do PT do Paraná, Enio Verri, em condicionar a formação de uma Comissão Provisória em Paranaguá, ao partido investir preferencialmente numa candidatura própria e, em segundo plano, composição com siglas aliadas, mais uma vez, poderá ser frustrada de forma vexatória neste ano.

Durante uma reunião na sede do Diretório Estadual, o deputado federal tranquilizou um dos pré-candidatos a prefeito pelo partido, Wesley Moreira, que não permitiria que o tempo do partido fosse usado de barganha nas eleições municipais de outubro.

Também deixou claro que a Direção Estadual não permitiria nenhuma coligação com os partidos PSDB, DEM, PPS e SDD. Entretanto, naquela época a presidenta Dilma Rousseff não tinha passado pela votação do processo de impeachment, aprovada sua abertura com votos de ex-aliados na Câmara Federal.

Mesmo com três militantes se colocando na condição de pré-candidatos a prefeito este ano, fato inédito na história do PT local, Wesley Moreira, Liziane Martins Ferreira e o próprio presidente da CP, Jozelito Serafini da Rocha, a Comissão Provisória está com tendência de fechar com o pré-candidato Arnaldo Maranhão do PSB, ex-aliado da base de apoio em Brasília, que votou contra à favor da instauração de impeachment contra Dilma Rousseff.   

Informações dão conta ainda que o PT estuda a opção de fechar com uma possível pré-candidatura do PMDB, partido cujo deputados federais paranaenses e a grande maioria na Câmara Federal também votou pelo afastamento da presidente, após romper publicamente com o PT a nível nacional.

Ainda não oficial, diante da necessidade de consolidação através da Convenção Municipal, cujo prazo vai do dia 20 deste mês até o dia 5 de agosto, parte da militância defende abertamente nas redes sociais a possível coligação com o vereador Maranhão, no caso o líder do Movimento Negro do Litoral, Gerson Augusto.

Entretanto, rumores dão conta que existe militante defendendo uma composição com o pré-candidato Alceuzinho Maron do DEM, um dos quatro partidos proibidos pela Estadual. Composição que aconteceu em 2012 na eleição proporcional. 

Também não se descarta uma composição com o PDT, do ex-prefeito José Baka Filho, que abrigou em cargos comissionados, durante sua gestão, militantes petistas, como a ex-presidente da Comissão Provisória Rosane Maria Oliveira, que ficou conhecida por afirmar em reportagem da Gazeta do Povo que, “50% dos moradores de rua que perambulam por Paranaguá são marginais.”

Existe a possibilidade do PDT lançar o ex-superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Mário Marcondes Lobo Filho, o Mariozinho Lobo, que disputou e perdeu a Convenção para a professora Elvira Bezerra Geraldo em 2012.  

Todavia, vale lembrar que no ano passado, a senadora Gleisi Hoffman publicou artigo no site do Partido dos Trabalhadores afirmando que não haveria demonstração de interesse por parte do PDT em manter o vínculo com o Partido dos Trabalhadores.

No próximo sábado (9), o partido se reúne para decidir o rumo que irá tomar nesta eleição e a divisão entre os que defendem a candidatura própria contra a coligação com siglas que votaram contra a presidente Dilma já ganhou até as redes sociais. Disputa que não é surpresa na cidade desde 2008.  

 

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