EDITORIAL: Quando elas que deveriam ser eles!

por Redação JB Litoral
09/03/2020 19:29 (Última atualização: 18/04/2020)

O Brasil nasceu sob as rédeas de um imperador, passou por generais e, hoje, tem como comando seu 38º presidente da República, entre eles, apenas uma mulher.  

Da mesma forma, a supremacia na quantidade de governadores, deputados estaduais, federais, senadores, prefeitos e vereadores tem vindo tão somente do sexo masculino. As mulheres têm sido uma gota de água no oceano dos poderes Executivo e Legislativo.  

A comemoração de mais um Dia Internacional da Mulher nos lembra que, em 1996, a ONU gerou a meta do “Planeta 50-50 em 2030: um passo decisivo pela igualdade de gêneros”.

E como está o empoderamento feminino atualmente?

A ciência prova que a mulher é mais inteligente que o homem, pois o cérebro humano contém de 10 a 15 bilhões de neurônios e, mesmo tendo um cérebro ligeiramente menor e menos neurônios, daí pode ter nascido o ditado que “tamanho não é documento”.

Ocorre que, no lobo frontal, região responsável por fazer julgamentos, previsões, planejar ações futuras e linguagem, elas têm um número maior de células do que os homens, o que pode explicar o melhor desempenho em diversas áreas essenciais da sociedade.

Índices comprovados pelo TalentSmart, que testou a inteligência emocional de mais de um milhão de pessoas, mostrou que elas são superiores no autoconhecimento, autogerenciamento, consciência social e gestão de relacionamento.

Com a ciência provando todo esse potencial nessas dimensões, falta apenas o eleitorado brasileiro entender que, durante todo esse tempo de poder, “elas” é que deveriam ter sido “eles” nos executivos e legislativos de todo o país.

Felizmente esse é um mal que ainda é possível curar porque a receita é simples, mais mulheres na política e mais homens e, principalmente, mulheres votando nelas nas urnas.

Pense nisso em outubro deste ano.