Quem é esse Maximilian? O que ele quer com uma coluna em Paranaguá?

por Maximilian Santos [email protected] @maximilianjas
04/05/2020 15:32 (Última atualização: 18/05/2020)

Pois é… parece que essa pergunta do nosso título se tornou comum nos bastidores da política no litoral paranaense. Longe de mim querer parecer “ego inflado” com este editorial, ou até mesmo de dar satisfação pra “politicarada”, mas… como ontem foi “Dia da Liberdade de Imprensa” e tive um contato rápido com alguns pré-candidatos ao Palácio São José, durante a semana, que me fizeram despertar a visão de que alguns têm de mim, resolvi deixar claro meu papel neste periódico e me apresentar… coisa que nunca fiz em minha coluna!

Olá, prazer! Sou Maximilian Santos. Sou filho de José dos Santos (em memória), que era mais conhecido como Zé Bigode, ou Zé Mecânico, um trabalhador nato que sustentou eu e minha irmã (Melissa, fisioterapeuta que mora hoje nos EUA) com sufoco e dedicação. Filho também da professora aposentada Lindamir Santos, mais conhecida como “Tia Linda”, da antiga escola Turma da Mônica, hoje Escola Alfa, também professora do município durante anos, no CAIC. Aos 17 anos saí de Paranaguá e fui morar nos Estados Unidos e, de lá, vim direto para Curitiba fazer faculdade de Comunicação Social. Atuo na área há 18 anos, sou sócio-proprietário da TIPCOMM, assessoria em comunicação na capital que atende clientes na área da economia criativa, como Festival de Teatro de Curitiba, Risorama, Gastronomix, BMS Motorcycle, Jack Daniel´s BBQ, Festival TribalTech, Dia Mundial do Rock, Arraiá do Museu Oscar Niemeyer, galeria de artes, shows, bares, restaurantes, eventos, entre outros. Fui coordenador de comunicação institucional do Grupo Uninter por 5 anos (sim, do Picler), coordenador de marketing do Grupo RIC (RICTV Record, Jovem Pan, RIC Mais, do Petrelli), atendi a Petrobras no Paraná, a Havaianas, o Grupo Massa, entre mais de 200 contas. Já escrevi no Diário Indústria & Comércio, no Zero Hora, em revistas da Editora Escala em São Paulo e, também, escrevo no Bem Paraná.

Mas, por qual motivo ter uma coluna em Paranaguá? Pois é. Sou bagrinho da Estradinha, de sotaque forte! Estudei na Turma da Mônica, no Leão XIII, no Anchieta e passei a infância escutando aos domingos os gritos das arquibancadas nos jogos do Rio Branco. Tenho amor por minha cidade e acho importante contribuir profissionalmente com o lugar em que nasci, em que minha família vive, onde tenho residência e, principalmente, onde eu sou eleitor. Se todos os profissionais de Paranaguá que foram estudar fora dessem um pouco do seu tempo para Paranaguá, tenho certeza de que esta cidade seria muito mais desenvolvida e melhor.

Diferente do que muitos acham e tentam desqualificar qualquer pessoa que quer fazer um JORNALISMO DE VERDADE, não tenho rabo prezo com ninguém! Não ganho um centavo sequer de qualquer político. Minhas empresas não atendem ao poder público. Falo e publico a minha opinião! Tenho aqui no JB LITORAL a minha legal e constitucional LIBERDADE DE IMPRENSA. Quando, em outro jornal, comecei a ser censurado, “caí fora”. Comigo é assim! Não me presto a certas coisas. O que muitos não entendem são as minhas nuances entre elogiar e criticar. É papel de um bom jornalista opinativo/colunista elogiar quando achar pertinente elogiar e criticar quando deve ser criticado! Por conta disso, observei que havia algumas pessoas falando e achando por aí que eu era “esquema do prefeito”, por fazer certos elogios. Oras! As minhas mudanças entre elogiar e criticar acompanham as mudanças da própria gestão. Na minha opinião, houve fases, atos e ações que a prefeitura mereceu sim elogios, como várias outras fases, atos e ações que mereceram sim muitas críticas. Então… não é esse o papel de uma imprensa opinativa livre, crítica e que vê os dois lados da coisa? Sei que em Paranaguá os políticos, boa parte da malha portuária e a população não está acostumada com o que o jornalismo opinativo deve ser! Levam tudo para o lado pessoal, por pura falta de conhecimento da imprensa em seu papel democrático.

Porém, escrevendo este editorial no “Dia da Liberdade de Imprensa”, quero deixar claro que seguirei minha profissão e meu papel como um colunista deve ser. Observando os bastidores, os fatos e o comportamento público da região, dando minha opinião, sendo ela construtiva ou não para alguns, mas gerando o senso crítico, a reflexão, a análise, a avaliação, o interesse público e, principalmente, o seu papel democrático sobre aqueles que vivem, se sustentam, sustentam suas famílias por meio do MEU, DO SEU, DO NOSSO dinheiro público que vem suado de impostos! Sei que tinha muito assunto mais importante para falar aqui, mas, é também necessário que o litoral paranaense aprenda e compreenda, de uma vez por todas, como um verdadeiro e constitucional jornalismo crítico e opinativo DEVE SER!

Empresas portuárias viraram “Santa Casa de Misericórdia Pública”

Outra coisa que Paranaguá precisa compreender é que os terminais e as empresas portuárias não são “Santa Casa de Misericórdia”. Tudo pedem para a malha portuária bancar! Está cada dia mais feio esse “mendigar” público. É parquinho, é estrada que liga região rural, escola nas ilhas, um monte de projetos bancados pelas empresas. É mais do que óbvio as necessidades de medidas de compensação pública e de parceria público-privada, mas… a coisa já passou do limite. Até ações que beneficiam financeiramente empresas privadas! Com todos esses recursos, quantos empregos para o nosso povo poderiam ser gerados pelas empresas e terminais? Sem falar no orçamento de 660 milhões anuais bancado pelo bolso de cada um de nós. Menos né! Tem executivo portuário por aí que se diz indignado com isso já…

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Ah… é bom lembrar, também, que isso anda deixando gente do grande escalão do Governo do Estado indignado! Isso que o governo é um dos maiores incentivadores da parceria público-privada. Mas como a coisa tem passado do limite, tem gente graúda prometendo acompanhar isso de perto. Vai dar o que falar…

O “dízimo” de 30%

Tá todo mundo dando 30% do valor do salário para o “combate ao coronavírus”. É a mais nova moda e tendência da política! Por aí, andam chamando de “dízimo da imagem pública”. Longe de mim criticar uma atitude rara dessas, mas… sabe o que nós queremos muito mais do que alguns “milzinhos reais” do nosso próprio dinheiro? É um controle e um cuidado muito maior nessas enormes licitações. Isso sem falar nas determinações e compras de “emergência” que nem licitação sequer têm, gastando MILHÕES. Não adianta dar os míseros 30% e abrir a torneira do dinheiro público de forma irresponsável. Não é meu povo? Hmmmmmm….

Bolsonaro veta a profissão de historiador e nossos políticos se calam!

A gente anda mal representado nessa cidade mesmo! PQP! Paranaguá conta com um dos principais e mais tradicionais cursos de História do País, com 50 vagas na UNESPAR e milhares de profissionais graduados. O transloucado Presidente da República veta o projeto de lei, aprovado pelo Congresso Nacional, que regulamenta a profissão de historiador, por pura questão burra e ignorância ideológica, e NENHUM político, NENHUM com mandato, sequer falou alguma coisa! Deve ser por conta de a cidade estar bombando de empregos, né? Isso que dizem por aí que é a segunda em desemprego no estado! É uma cambada de… (melhor não falar).

Parabéns Théo

Deixo aqui meu registro ao empresário e rockeiro raíz Théo Frazeto, do Hangar Rock Burger Bar. No último sábado promoveu uma live solidária em suas redes com a tradicional banda Mitzrael, com a doação de fraldas geriátricas para o Lar dos Idosos Perseverança. Na oportunidade, comemorou também mais um ano de vida. Fica em quarentena meus parabéns em dobro!