Richa deve reduzir cargos do PMDB em novo mandato

Governador acredita que partido ainda tem muita influência do senador Roberto Requião, seu adversário nas eleições deste ano

por Redação JB Litoral
08/10/2014 11:00 (Última atualização: 08/10/2014)

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A disposição das forças partidárias que cercam o governador Beto Richa (PSDB) será alterada em um segundo mandato. Depois da maratona dos dias finais de campanha e de uma série de entrevistas na segunda-feira, o governador tirou o dia de ontem para descansar. Ainda assim, o segundo governo já começa a ser desenhado em conversas com aliados.

Uma das certezas é que o PMDB não vai manter as duas pastas que comandava até antes da eleição – as secretarias do Trabalho e Meio Ambiente. Indicados da legenda no segundo e terceiro escalão de outras secretarias também serão afastados.

No Palácio Iguaçu, o entendimento é de que é difícil prever qual caminho vai trilhar o partido no estado. Mesmo com a reeleição de aliados de Richa – caso dos deputados Alexandre Curi e Luiz Cláudio Romanelli – e o fortalecimento dos chamados dissidentes, existe a percepção de que o senador Roberto Requião (PMDB) ainda exerce forte influência nas bases da legenda. Garantir espaço aos peemedebistas seria visto como mau sinal por lideranças de partidos que estiveram com Richa durante a campanha.

Por outro lado, políticos que se destacaram na organização da campanha devem ganhar espaço. O caso mais emblemático é do deputado federal Eduardo Sciarra (PSD). Ele é cotado para a Casa Civil. A influência do deputado federal Ricardo Barros (PP) e de sua esposa, Cida Borghetti (Pros), vice de Richa, também deve se intensificar. Há a possibilidade de um aliado do clã assumir alguma secretaria, como Indústria, Comércio e Mercosul ou mesmo de Cida ser nomeada secretária.

Outro que tem vaga ga­ran­tida é Ratinho Júnior (PSC), deputado estadual mais votado do Paraná, com 300 mil votos.  Se quiser, Ra­­tinho assume a Secretaria de Desenvolvimento Urbano. O deputado, porém, não des­­carta disputar a presidência da Assembleia com o apoio dos 11 compa­nhei­ros de chapa que ajudou a eleger.

Outra novidade viria na Segurança. A ideia é retomar as negociações para nomear o delegado da Polícia Federal José Alberto Iegas. Ele chegou a ser confirmado para o cargo no início de 2014, mas a transferência não foi autorizada pelo governo federal. Iegas é diretor de Inteligência da PF.

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