Rogerinho: “estou na disputa por sempre querer o melhor para o servidor municipal”

por Redação JB Litoral
02/07/2018 00:41 (Última atualização: 02/07/2018)

Rogerinho Lisboa em busca de mais uma reeleição

Com 36 anos de carreira na prefeitura de Paranaguá e duas décadas no comando do Sindicato dos Servidores Municipais de Paranaguá (SISMUP), Rogerio José Lisboa, o Rogerinho, defende sua permanência no comando da categoria pelo mesmo motivo que iniciou; querer o melhor para o servidor municipal.

Na semana passada, em entrevista para imprensa, em tom de desabafo, Rogerinho justificou o motivo pela busca de mais uma reeleição e questionou postura da chapa adversária, que gerou até mesmo um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia.

O dirigente sindical se mostrou inconformado com chapa de oposição que, segundo ele, cometeu alguns equívocos e atitudes que não condizem à denominação da sua chapa, “Mudar com Responsabilidade”. O presidente disse que houve assinaturas de servidores que haviam assumido compromisso com sua chapa no dia 02 de abril e que apareceram, na chapa adversária. Questionados a respeito desta situação, os servidores fizeram declaração no sindicato afirmando que não haviam assinado e fizeram o registro e o caso foi parar na justiça. “Esperamos que a verdade seja apurada”, sentenciou.

Chapa de ex-secretários

Ao analisar a chapa adversária, Rogerinho alertou ao associado que observe as pessoas que compõe a chapa de oposição, na sua grande maioria, ex-secretários, ex-diretores, que em sua opinião, sempre estiveram não trabalhando pelos servidores, mas sim dizendo “amém” a quem lhe deu o cargo de confiança. “Pessoas que nunca estiveram ao lado do servidor e não porque não quiseram e sim porque estiveram com as mãos amarrados por ocuparem cargos. Essa é a diferença entre a chapa 1 e chapa 2”, destacou.

Ele ressaltou que seus companheiros que o acompanham há mais de 20 sabiam que ele não tinha mais o propósito de permanecer à frente da entidade sindical por estar cansando pelos muitos anos atuando em favor da categoria. “Quem acompanha sabe o quanto é difícil exercer essa missão”, afirmou.

Ele explica que, o servidor tem um tratamento diferenciado do trabalhador da iniciativa privada e, hoje, são estatutários e não mais celetistas e quem está se aposentando sabe a diferença.

Rogerinho lembra que não existe Justiça do Trabalho para defender o servidor, apenas a justiça comum. “Em qualquer demanda judicial, se perdermos somos obrigados pagar, quer ao Poder Judiciário ou quem nos ajuizou, o que não ocorre na justiça do trabalho. E este é um dos motivos que também me motivou seguir nesta luta”, argumentou.

Muitas conquistas em 20 anos

Apesar de saber que a renovação é importante, Rogerinho Lisboa quer seguir defendendo melhores condições em toda data-base, uma conquista definida permanentemente em novembro de 2009, depois de muitas brigas.

Voltando no tempo, o presidente lembra que quando começou sua vida sindical, o sindicato não tinha nenhum atendimento ao servidor, apenas uma mesa de bilhar. Hoje são muitos os atendimentos na área de saúde, vários convênios com entidades, inclusive com ensino superior, área médica, jurídica, todos direcionados ao servidor e alguns atendimentos gratuitos como o corte de cabelo.

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Muitas ações trabalhistas foram pagas e muitas outras estão vindas outras. Em 2015, a diretoria realizou a conquista de um grande sonho da categoria, que foi a construção da sede própria, uma casa que tinha apenas um banheiro e, hoje, se tornou a Casa do Servidor Municipal. “Quem é sócio e usa sabe o que tem de bom, desde salão de festas até para fazer reuniões da categoria”, assegura.

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Inauguração da Casa do Servidor em 2015

Entre os projetos para o futuro, o líder sindical está na busca de realizar outro sonho, que é a construção da sede campestre para o servidor e sua família. “O imóvel da antiga chácara do servidor, que hoje não dá para prestar um atendimento, apesar de todas as benfeitorias que fizemos, já entramos com processo de usucapião e, quando for consolidado, será mais um patrimônio do sindicato. Ali faremos nossa sede campestre para que no verão os associados e seus familiares possam usufruir. Por isso também que decidi continuar”, disse Lisboa.

“Peço seu voto”

O dirigente sindical ressalta que quem o conhece e tem acompanhado desde 1993, por testemunhas o quanto sempre foi um trabalhador dedicado, nos últimos 20 anos, ao servidor, o que já lhe custou muito caro, chegando a ter sua “cabeça a prêmio” por diversas vezes e até sofrer ameaça de morte.

Numa das situações mais difíceis e perigosa, ele recorda a eleição de 2004, feita com seguranças armados porque, segundo ele, queriam tomar o sindicato de qualquer forma. “Sempre andei de cabeça de erguida e, prefeito algum, dobrou nossas pernas. Fui perseguido demais e só minha família sabe disto, mas nunca dobrei minhas pernas até hoje. Cheguei ao ponto de correr para frente da Delegacia porque só lá achava que estaria seguro. O Rogerio é homem para não se vender, não dobrar as pernas e nem se vender por dinheiro algum. Esse é o maior dos motivos pelo qual continuo com muita disposição para seguir neste trabalho, com amor e muita dedicação”, defendeu.

Para o dirigente, não é de hoje que a oposição quer tomar o comando do sindicato no tapetão. “Tem gente por trás deste pessoal e a pergunta que fica é essa, porque será um grupo de ex-secretários municipais, que sempre estiveram do outro lado, hoje, quer se apossar do comando da categoria?. Por isso, ao servidor municipal e nosso associado, peço o voto a todos vocês para continuar cuidando da categoria como tenho feito nestas duas décadas”, conclui o presidente.

Fonte: Da assessoria

 

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