Tendência na circulação de dinheiro falso aumenta na temporada

por Redação JB Litoral
08/12/2020 17:15 (Última atualização: 08/12/2020)

Segundo o BC, “é importante sempre verificar o dinheiro e seus elementos de segurança. (Foto: reprodução)

Por Marinna Protasiewytch

O aumento na circulação de dinheiro, em razão do pagamento de 13º salário para trabalhadores do regime CLT e outras premiações, pode contribuir para que a economia entre o Natal e o início do ano seja mais movimentada. Porém, um problema que fica em evidência, por conta dessa grande quantidade de dinheiro circulando, é o surgimento de criminosos que falsificam cédulas.

No litoral paranaense, segundo a Polícia Militar, há um aumento na tentativa de golpes em relação à passagem de notas falsas, por isso é preciso ficar atento. “Pedimos aos comerciantes, à população e aos veranistas para que fiquem alerta ao receber notas de dinheiro, principalmente de alto valor. Alguns detalhes das notas ajudarão a identificar se o dinheiro é falso ou verdadeiro. Ressaltamos que o crime de falsificação de moeda está previsto no Código Penal, art. 289, sendo que a pena pode variar de 03 a 12 anos de reclusão”, disse em nota a PM.

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Segundo o Banco Central (BC), órgão responsável por analisar as cédulas falsas e destruir após coletadas as informações, em 2020, até março, foram apreendidas 4.700 notas falsas no estado do Paraná, a maior parte delas de R$100 e R$20. Em nota, a assessoria de imprensa do BC informou que “em março editamos o Informe Externo nº 97 suspendendo as operações de análise de falsificações em razão das limitações e regras sanitárias advindas da pandemia da COVID-19. As cédulas suspeitas de falsificação, recolhidas nos últimos meses, permanecem com as instituições financeiras que as retiveram, até que haja condições de segurança para a retomada desta atividade”.

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Nota de R$ 200 preocupa comerciantes

Desta forma, não existem estatísticas recentes, que inclusive contenham as informações sobre a circulação da nova nota de R$ 200, liberada no início de setembro pelo BC. Contudo, é exatamente essa cédula que traz preocupação aos comerciantes, os quais acabam sofrendo por não possuírem muitas referências, já que a nova cédula ainda não tem um uso tão comum. Segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio e do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Paranaguá (Sindilojas de Paranaguá), Said Khaled Omar, “este ano estão passando muitas notas falsas, acredito que no ano passado não foram tantas como este ano. A nota de 200 tem alguns detalhes que devem ser observados para que seja identificada como verdadeira, por isso o pessoal tem procurado muito a caneta de notas falsas. Mas a de duzentos precisa de uma máquina de verificação de dinheiro falso, pois as falsificações têm vindo praticamente perfeitas”.

“O desconhecimento das notas de R$ 200 abre o precedente para os golpistas. Na semana passada, vimos um vídeo de uma nota falsa desse valor e elas eram muito parecidas, bem difíceis de identificar, pouca coisa na questão da cor e tinta. Por isso, com certeza traz à tona um aumento de tentativas bem sucedidas pelos criminosos”, afirma Adriano Menine, presidente da Associação Comercial de Matinhos (ACIMA).

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Como identificar se é nota falsa?

Para tentar coibir a ação dos falsificadores, a Casa da Moeda Brasileira, empresa responsável por imprimir as cédulas de reais, utiliza vários artifícios e tecnologias no sentido de diferenciar a nota original das falsas. Segundo o BC, “é importante sempre verificar o dinheiro e seus elementos de segurança. Não se deve aceitar notas ou moedas metálicas suspeitas de falsificação, pois são produtos de ação criminosa. Se não identificar algum elemento de segurança, a orientação é recusar a cédula ou a moeda”.

Outra recomendação é “quando você receber uma cédula veja sempre os principais elementos de segurança: nas cédulas da segunda família do real, verifique a Marca-d’Água, o Número Escondido, a Faixa Holográfica (nas notas de 50 e 100 reais) e o Número que Muda de Cor (nas notas de 10 e 20 reais). Sinta também o Alto-Relevo. Nas notas da primeira família verifique a Marca-d’Água, a Imagem Latente e o Registro Coincidente. Verifique também o Relevo”, explica o BC.

Em caso de o cidadão cair no golpe, é necessário acionar a polícia e, lamentavelmente, ficar com o prejuízo do valor caso a PM não encontre o criminoso. Vale lembrar que, quem repassa uma cédula falsa também pode ser considerado parte do esquema de falsificação, por isso a orientação é sempre entregar às autoridades. “Infelizmente o comerciante acaba tendo que arcar com os prejuízos quando pega uma nota falsa”, lamenta Adriano Menine, da ACIMA.

Cédulas em más condições

A fim de evitar que as notas percam seu valor pelo mau uso delas, as instituições financeiras têm a recomendação do Banco Central do Brasil para que enviem as que se encontram danificadas para serem analisadas e, posteriormente, levadas à destruição.

“Cédulas dilaceradas, que se encontram com algum dano, podendo apresentar-se inteiras ou fragmentadas, devendo, nesse último caso, possuir mais da metade de seu tamanho original em um único fragmento. Elas têm valor somente para depósito, pagamento ou troca na rede bancária. Assim sendo, os bancos devem recebê-las do público e trocá-las por seu valor integral ou aceitá-las em pagamentos ou depósitos. Posteriormente, essas cédulas devem ser encaminhadas ao BC”, informou em a nota a assessoria de imprensa do Banco Central.

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