Tricentenária e ainda sem transparência!

por Redação JB Litoral
18/12/2014 00:30 (Última atualização: 18/12/2014)

 

No próximo sábado, a tricentenária Câmara de Vereadores de Paranaguá vai escolher, mais uma vez, um novo presidente para os próximos dois anos de gestão no Palácio Carijó, ainda de forma secreta.

Apesar dos avanços da tecnologia que trouxeram no seu bojo a necessária transparência para vida pública, o sistema de votação ainda é secular e favorece o acordo, a negociata e a corrupção passiva entre os vereadores. Mesmo com leis como a 12.527/2011 e a 131/2009, que criaram ferramentas de acesso à informação para as administrações públicas e de manutenção obrigatória pelos gestores, o Legislativo parnanguara se vê no ostracismo de uma votação secreta.

Desde setembro do ano passado, esta situação perdeu a desculpa do tradicionalismo legislativo, com o projeto do vereador Adalberto Araujo, que pede o fim do voto secreto para todas as votações na Câmara Municipal. Até hoje o projeto sequer foi ao plenário. Com isso, são fortes as chaves de retorno do ex-presidente Jozias Ramos, que passou por lá e deixou a marca do gasto excessivo de recursos públicos em manutenção de veículos e cargos comissionados.

Vale lembrar, que ele também responde à uma ação civil pública por conta da contratação de uma empresa para fazer manutenção preventiva,cuja audiência de julgamento está marcada para 29 de janeiro.

A vitória de Jozias no sábado, garante uma administração quase familiar da cidade, com o comando do Poder Legislativo pelo pai do genro do prefeito, que responde pelo Poder Executivo. Não que isso seja ilegal ou mesmo imoral, mas não se pode negar que é demasiadamente estranho.
Independente de quem vença, não mais justifica o próximo presidente ficar segurando o projeto que acaba com a suspeita de negociação em votação de prestação de contas, vetos e presidência.

Penso que a transparência que vem sendo investida pelo Governo Federal, através das gestões petistas dos presidentes Lula e Dilma, sirva de exemplo ao presidente que irá comandar o legislativo até 2016.

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