Plano para o desenvolvimento do Litoral é pauta entre integrantes do Governo

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Integrantes do grupo de trabalho que atua na elaboração do Plano para o Desenvolvimento Sustentável do Litoral do Paraná se reuniram nesta semana, em Curitiba, para discutir as propostas do macrozoneamento da região. Foto: Divulgação SEDU

Aconteceu nesta semana, em Curitiba, uma reunião entre integrantes do grupo de trabalho que atua na elaboração do Plano para o Desenvolvimento Sustentável do Litoral do Paraná, para discutir as propostas do macrozoneamento da região. Eles conversaram sobre a Faixa de Infraestrutura, opções para ampliar a capacidade do transporte ferroviário, novas alternativas para o transporte rodoviário e possíveis delimitações para a expansão das áreas urbanas.

De acordo com o analista de Desenvolvimento Municipal do Serviço Social Autônomo (Paranacidade), o geógrafo Carlos Storer, o documento final vai orientar o crescimento do Litoral pelos próximos 30 anos e de forma sustentável.

Ele destaca que as condições e potencialidades econômicas, sociais, ambientais, históricas e culturais serão fundamentais na elaboração do plano. O estudo, financiado com recursos do Governo do Paraná e do Banco Mundial, têm prazo de conclusão até julho de 2019, quando serão apresentadas as opções para dotar a região de infraestrutura transformadora e, ao mesmo tempo, criar oportunidades para as populações locais, além de orientar as ações de preservação ambiental e de costumes.

Dois ou três portos, maior capacidade para o escoamento da produção via ferrovia, a Faixa de Infraestrutura, com rodovia, torres para a distribuição de energia, rede de fibra ótica, canal de drenagem e equipamentos turísticos são itens a serem discutidos amplamente”, disse Storer.

Questões ambientais

As questões ambientais também vêm sendo abordadas de forma abrangente em função das fragilidades da região. “Nesse aspecto, a discussão visa encontrar um equilíbrio entre preservar e buscar o desenvolvimento. A riqueza da nossa biodiversidade precisa ser observada e respeitada. Ao mesmo tempo, há espaços praticamente isolados, como a chamada Ilha do Maciel, que há mais de 200 anos só tem acesso por barco”, explicou analista de Desenvolvimento Municipal do Paranacidade.

Ao focar nas comunidades do Litoral, os trabalhos já realizados revelam que há quilombolas, unidades de pescadores, caiçaras, turistas, veranistas e um número grande de aposentados que escolheram a tranquilidade de nossas praias. “Cada um desses grupos tem suas próprias preocupações, mas é preciso lembrar que a população litorânea precisa de oportunidades para continuar na região”, acrescentou Storer.

Audiências públicas

A apresentação dos cenários de futuro e das propostas, com seus riscos e benefícios, serão levadas a conhecimento e discussão popular por meio de Audiências Públicas nos sete municípios litorâneos, até o próximo dia 7. A primeira aconteceu nesta quinta-feira em Morretes. Outra será promovida nesta sexta (1) em Antonina, no Centro Estadual de Educação Profissional Dr. Brasílio Machado, na Rua Conselheiro Alves de Araújo, 12. No domingo, o encontro ocorre no Espaço Marista, na Rua Ferreira Lopes, s/n, no Centro de Guaraqueçaba.

Fonte: Agência de Notícias do Estado

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