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Um novo campeonato começa agora para o Rio Branco

por Pierre Andrade marcelofdd@hotmail.com @pinhoandrade
04/02/2020 17:21 (Última atualização: 28/02/2020)

Não era o início esperado pela nação alvirrubra. Dois empates em três jogos disputados. Contra o Operário, perda da invencibilidade. Pior, na segunda etapa, atuação muito aquém do potencial do elenco. Que o diga o terceiro gol do Fantasma, gerado após lambança da defesa alvirrubra, em especial do goleiro Dalton. Cenário diferente do que foi o primeiro tempo, diga-se de passagem.

Durante os 45 minutos iniciais de jogo, o Leão esteve seguro no sistema defensivo e atuou melhor do que os donos da casa. Jogando no 4-4-2 sem a bola, com Vinicius Balotelli fechando a segunda linha de quatro atletas no meio de campo quando o alvirrubro defendia, incomodou a zaga adversária. Foi assim que o Rio Branco ocupou espaços no campo do rival. E enquanto focou nas trocas de passe em velocidade e de maneira vertical, forçou o Operário a jogar mais atrás, sem se expor tanto.

O problema começou na volta do intervalo. O Leão retornou a campo tímido e sem a mesma garra. Até mostrou poder de reação ao balançar as redes do Operário em duas oportunidades. Ainda assim, sem força para frear o bom meio de campo do time de Ponta Grossa. Com a derrota por 3-2, o Rio Branco encerra a rodada fora da zona de classificação às quartas de final do campeonato. Mas nem diante desse fato, o cenário é de terra arrasada. Longe disso.

Quando saiu a tabela, já sabíamos que o início do alvirrubro no Paranaense estaria entre os mais difíceis. Pegar Paraná, Coritiba e Operário nas três primeiras rodadas, sendo duas delas consecutivas longe do Estádio Nelson Medrado Dias, foi uma tremenda pedra no sapato no planejamento do clube. E mesmo assim, o time mostrou força contra os dois da capital. O poder de concentração contra o Coritiba foi fundamental na conquista do empate no Couto Pereira.

E é essa vontade que os comandados de Tcheco precisam manter na sequência. Em tese, o Rio Branco agora enfrentará adversários mais acessíveis. Cascavel CR, União Beltrão e Toledo são equipes de níveis semelhantes ao do alvirrubro. E as duas próximas partidas acontecerão aqui, em Paranaguá. É como se um novo torneio começasse depois de amanhã para o Leão.

Por isso, chegou o momento de Tcheco ousar. Manter três jogadores com características mais ofensivas, como Balotelli, Bruno Andrade e Felipe Nunes, pode fazer a diferença, mas não é a única medida a ser tomada. O time precisa criar mais oportunidades. O sistema ofensivo tem que realizar mais jogadas em profundidade e de maneira eficaz, criando oportunidade de gols.

Além disso, o próprio Tcheco terá a chance de mostrar que evoluiu como treinador. Adaptar o time aos adversários é fundamental nesse momento. Principalmente para um técnico que ainda precisa provar muito. É o momento de o Tcheco professor parar de viver na sombra do excelente meia que foi.


Um olho na divisão de base e outro no campo

No Campeonato Carioca, o Flamengo lidera o Grupo A com duas vitórias e um empate em três jogos. Já no estadual do Paraná, o Athletico, após três rodadas, está na ponta do torneio com 100% de aproveitamento. O desempenho dessas duas equipes não seria nada anormal. A não ser por um detalhe capaz de fazer toda a diferença. Tanto o rubro-negro carioca quanto o paranaense atuam com elencos alternativos. São times repletos de jovens da base que, mesmo diante de adversários com jogadores rodados e com idades mais avançadas, mostram que são capazes de fazer bonito.

E por que essas escolhas dão tão certo? Primeiro porque tanto o Athletico quanto o Flamengo realizam excelentes trabalhos de cooptação de jovens. Olheiros espalhados por todo o país indicam jogadores com potenciais para compor a base. E talento, como muitos sabem, não tem idade. Segundo, porque o desenvolvimento é excelente. A estrutura desses dois clubes, que dividem as cores, ajuda a prender os jovens e torná-los ainda melhor. Isso sem falar que são agremiações com boas administrações e finanças em dia, o que possibilita tranquilidade em campo.

Os dois casos servem de exemplos para clubes menos estruturados de todo o país. Mesmo que não conquistem os títulos estaduais, Athletico e Flamengo mostram que utilizar a base pode ajudar a montar bons times e também como forma de arrecadar dinheiro por intermédio de possíveis negociações.


Leões cada vez mais do futuro

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O projeto social Leões do Futuro ensina valores e futebol para jovens. De quebra, ainda ajuda a revelar talentos do esporte. E o mais novo atleta mirim, que pode dar mais um passo no sonho de se tornar jogador profissional, é o Felipe Gabriel. Com apenas 14 anos, o adolescente foi convidado pelo Sport Recife para ser avaliado de perto pelos olheiros do clube. No próximo dia 03, ele deve embarcar para Pernambuco. Se aprovado, o volante pode ser mais um valor desenvolvido em terras parnanguaras a jogar na base de um grande time do país.


Crossfiteiros no Litoral

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Luiza Braga
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William Leal

No sábado, a Praia Mansa, em Matinhos, foi invadida por crossfiteiros do Litoral e de Curitiba. Em torno de 200 atletas participaram da 2ª edição do Aulão na Praia. A prova não teve vencedores e foi uma espécie de confraternização entre os apaixonados pelo esporte. Diversas pessoas que estavam na areia aproveitaram para assistir e tirar dúvidas sobre a modalidade, que está entre as que mais crescem no mundo. O evento ainda serviu para aquecer o local que, no próximo final de semana, irá abrigar o Cross-Game, campeonato organizado pelo governo do Estado na cidade namoradinha do Paraná.