“Uma vida não pode ser trocada por cestas básicas”, critica Yared sobre condenação de Pitanguy

Parlamentar paranaense reprovou a penalidade imposta ao empresário que, após matar e atropelar operário, revertida pela Justiça em prestação de serviços comunitários e multa

por Redação JB Litoral
21/06/2017 22:16 (Última atualização: 21/06/2017)

A deputada federal Christiane Yared (PR-PR) criticou duramente nesta terça-feira (20) a decisão da Justiça de reverter a pena atribuída ao empresário Ivo Nascimento Pitanguy em serviços comunitários. Pintaguy responde pela morte do operário José Ferreira da Silva, em agosto de 2015, no Rio de Janeiro.
 

“É uma vergonha. Nós não aceitaremos que a morte dos nossos filhos seja paga com cestas básicas. Que leitura fica para esses assassinos? A sociedade fica refém de assassinos de trânsito que estão liberados para matar novamente. Isso é uma afronta à todas as famílias”, lamentou Yared.
 

Pitanguy, que é filho do famoso cirurgião plástico, atropelou e matou o trabalhador na Rua Marquês de São Vicente, no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio. De acordo com o processo, o condutor aparentava sintomas de embriaguez. Na decisão, a Justiça acatou que a pena do culpado fosse convertida em prestação de serviços comunitários, multa de R$ 300 mil e a suspensão por cinco anos do direito de dirigir. A decisão é da juíza Alessandra Bilac, da 40ª vara criminal da capital fluminense.

Uma das principais vozes contra a violência e a impunidade no trânsito, Christiane Yared demostrou revolta com a decisão da justiça carioca, já que abrirá precedente para outras decisões semelhantes em casos de acidentes com vítimas fatais. “Converter a prisão em multa deixa a certeza de impunidade para a população. Uma vida não pode ser trocada por cestas básicas”, declarou.

A deputada federal paranaense tornou-se uma das maiores defensoras da máxima segurança no trânsito após sofrer uma tragédia familiar. Um dos seus filhos, Gilmar Rafael Souza Yared, morreu em acidente provocado pelo ex-deputado estadual Fernando Carli Filho, que admitiu ter feito ingestão de bebida alcoólica antes de dirigir. Após oito anos do crime, a família da vítima ainda aguarda que a Justiça se manifeste sobre a data do júri popular que analisará o caso.

 

Da Assessoria de Imprensa

Deixe um comentário