Vazamento de óleo vegetal causa dano ambiental no sistema hídrico de Morretes

RISCO AO MEIO AMBIENTE

por Redação JB Litoral
29/10/2016 21:14 (Última atualização: 29/10/2016)

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 Legislador Tomazi denunciou possível crime ambiental.Foto:JB
 

Em sessão legislativa de setembro, o Vereador Airton Tomazi (PSC), realizou uma denúncia de possível crime ambiental e a probabilidade de negligência tanto do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) como da Empresa Ecovia na situação em torno do vazamento de óleo vegetal na BR 277, que afetou o sistema hídrico da região pertencente a Morretes. O vazamento ocorreu após o tombamento de um caminhão na via em questão no dia 08 de setembro, sendo que o veículo estava carregado de óleo, o qual vazou na pista e chegou à área ambiental. Na época isto ocasionou a interdição da BR-277 no KM 33, onde ocorreu o vazamento.

Segundo informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu às 21h30 do dia 08 de setembro, iniciando o vazamento no período da noite. O motorista do caminhão ficou ferido em estado grave e foi internado, naquele período, no Hospital Regional do Litoral (HRL). Segundo Airton Tomazi, além dos prejuízos diretos ao motorista e ao trânsito no local, um dos principais problemas foi o vazamento de 15 mil litros de óleo vegetal, prejudicando o ecossistema.

De acordo com o Vereador Airton Tomazi, o acidente em questão, com tombamento do caminhão, derramou milhares de litros de óleo vegetal, algo que comprovadamente vazou nos rios da região.
 

“Parte deste óleo atingiu os rios da região, sendo que a empresa colocou boias no rio e que 15 mil litros foram retirados na época. Ainda não se tem notícias se o IAP irá tomar alguma providência contra a empresa, em forma de multa”, completa, em fala realizada em setembro.
 

Segundo a química Jennifer Rocha Vargas Fogaça, o óleo vegetal é menos denso que a água, ou seja, ele acaba ficando na superfície dos rios, impedindo a entrada de luz e oxigênio. “Isto causa a morte de várias espécies aquáticas, como o fitoplâncton (algas microscópicas que vivem em rios e mares e que produzem oxigênio) que depende da luz para desenvolver-se e sobreviver. Esta situação pode trazer consequências sérias, pois o fitoplâncton está na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, servindo de alimento para organismos maiores que também poderão morrer. Além disso, acredita-se que eles produzam cerca de 98% do oxigênio da atmosfera terrestre”, completa Fogaça.

“Para se ter uma ideia, 1 litro de óleo de cozinha usado pode poluir cerca de 1 milhão de litros de água, o que é aproximadamente consumido por uma pessoa em 14 anos”, completa a química, demonstrando que o vazamento ocorrido em Morretes pode causar danos permanentes por mais de uma década. O vereador se comprometeu a repassar, nas próximas sessões, se a empresa foi de fato multada e o que foi realizado para impedir os danos ambientais em questão.

 

 

Fonte:Com informações da revista Brasil Escola. 

 

 

 

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