Vereadores repercutem matéria do JB sobre auditoria contratada pela prefeitura

AUDITORIA NA EMPEDAR – Adalberto Araújo, Adriano Ramos e Ricardo questionaram auditoria feita pela empresa, que não possuía registro contábil e analisou dados sem nota fiscal.

por Redação JB Litoral
19/03/2014 00:00 (Última atualização: 19/03/2014)

NULL

Naquinta-feira, dia 6, na sessão legislativa da Câmara Municipal, vereadores repercutiram a matéria veiculada no JB da última semana, aonde questionou auditoria feita pela empresa A. Domakoski & Cia Ltda, através de denúncia feita pelos diretores da Empresa de Desenvolvimento de Paranaguá (Emdepar), Antonio Carlos Filuca Abud e Raudenir Andrette dos Santos.

A reportagem trouxe a denúncia, que a empresa auditora divulgou valor extrapolado e que o processo licitatório para sua contratação, foi repleto de erros, entre eles, o fato dos auditores sequer possuírem registro profissional no Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

Com o resultado da auditoria, uma ação de improbidade administrativa foi impetrada pela prefeitura contra o ex-prefeito José Baka Filho (PDT) e Filuca Abud, ex-presidente da Emdepar, o que fez a justiça bloquear bens dos acusados, por suposto prejuízo aos cofres municipais, no valor que a A. Damakoski apresentou como dívida levantada de R$ 53 milhões.

O vereador Adalberto Araújo (PSB) focou em seu discurso na matéria do JB, afirmando que a denúncia feita pelo jornal traz sérios indícios contra a empresa que realizou a auditoria. O legislador ressaltou que a empresa A. Domakoski, sequer possui registro como escritório contábil, assim como não deu a oportunidade dos investigados se manifestarem.  Adalberto finalizou afirmando que irá solicitar à prefeitura uma cópia das duas licitações que contrataram a empresa auditora, argumentando que, apesar de ser adversário político do ex-prefeito Baka, as investigações em torno de qualquer pessoa devem ser feitas de forma lícita e correta.

Outro vereador que abordou a respeito do assunto foi Antonio Ricardo dos Santos (PROS), ressaltando que foi o único que questionou a auditoria da empresa A. Damakoski, quando ela apresentou seu estudo no plenário da Câmara, no início de 2013, período em que começou a gestão do prefeito Mário Roque (PMDB). Ricardo afirmou que a veracidade do relatório é questionável, visto que o montante demonstrava que já na época a empresa estava perdida “em algo que não existia”. O legislador ainda completou dizendo que há a necessidade de que uma auditoria lide com dados reais, e não levantamentos sem notas fiscais, como foi feito pela empresa. Ele defendeu ainda a idoneidade moral dos acusados, Filuca Abud e Raudenir dos Santos, assegurando serem pessoas de caráter e competência e que merecem o direito de se manifestarem sobre o assunto.

Ao final da sessão, o vereador Adriano Ramos (SDD), que presidia a mesa, fez questão de parabenizar Adalberto Araújo e Ricardo pelos seus posicionamentos, demonstrando que houve bom senso nas ponderações. A respeito de Ricardo, Adriano Ramos afirmou que o vereador foi o único que teve coragem de questionar o relatório da Damakoski, na sessão de março de 2013, num auditório lotado de comissionados e que chegou a ser vaiado na época. Além disso, o presidente em exercício na sessão elogiou o vereador Adalberto Araújo, que mesmo sendo adversário de Baka, criticou o relatório da empresa A. Damakoski por conter possíveis irregularidades na apuração, demonstrando que a atuação do vereador preza pelo correto, independente da questão política. No mesmo sentido, Adriano Ramos elogiou o JB pela sua reportagem, frisando a importância do jornal para o cenário político parnanguara.

Deixe um comentário